Review Godfall Challenger Edition

A PSN Plus de Dezembro 2021, nos presenteou com Godfall: Challenger Edition para PS4 e PS5. E esta obra foi um dos primeiros jogos a realmente justificar a atualização para um console ou placa de vídeo da próxima geração, já que é absolutamente lindo! Estamos falando de efeitos que vão de mera iluminação de cena a reflexos que tremeluzem ou oscilam responsivamente a eventos programados ou não, como fogueiras que queimam em seus caldeirões, ou a forma como o vento sopra bandeiras no alto, projetando suas sombras tremulantes no solo abaixo.


Resumindo, a imersão no jogo é muito maior quando se pode ver o mundo refletido de volta para você quando você… Nem que seja por meio de uma simples poça d'água. Se Godfall não é atualmente o jogo com os gráficos mais bonitos no mercado, certamente está entre os melhores (talvez um top 10?).


Godfall é um jogo Hack’n’Slash (basicamente aquele tipo de jogo que se resume a combate corpo-a-corpo, onde a gente segue andando e batendo) com progressão no estilo de RPG (aqueles jogos com uma árvore de habilidades em que a gente coloca pontos para melhorar uma ou outra característica), que possui vários itens coletáveis como resultado de combates dentro de um brilhante universo de fantasia, repleto de cavaleiros heroicos e muita magia arcana.

O que é Godfall: Challenger Edition?

A aventura neste RPG de ação e fantasia que utiliza o combate corpo a corpo de alto impacto em terceira pessoa, envolve os jogadores enquanto eles buscam por itens lendários e derrotam inimigos diversos.


A Challenger Edition foca em três modos: Lightbringer, Dreamstones e Ascended Tower of Trials. Todos os conteúdos são de nível endgame (final de jogo, nível máximo e itens top), mas você será imediatamente equipado com uma variedade de armas letais e pontos de habilidade que permitirão se juntar a outros jogadores em co-op (no máximo 2, totalizando 3 jogadores no desafio).


Resolvida essa parte, a missão resume-se a aperfeiçoar os equipamentos e destruir os inimigos. Para isso, conta com um co-op compatível com todas as edições do game e com o upgrade de Godfall, que permite cross-play entre gerações (PS4 e PS5). Jogadores de Godfall: Challenger Edition possuem acesso ao tutorial da história e os jogadores podem comprar o upgrade para a Edição Deluxe a qualquer momento, ganhando acesso à campanha principal de Godfall e a DLC Fire & Darkness.

Os modos de jogo

Usando sua Valorplate de nível máximo, o jogador pode desafiar os três modos endgame de Godfall, sendo eles:

  • Lightbringer, uma batalha contra a escuridão que tenta engolir tudo e ameaça apagar a luz de todos os reinos de Aperion. Os jogadores devem perseverar por maldições para receber recompensas cada vez maiores – com desafios e hordas cada vez mais poderosas, até que o Heart of Darkness seja banido em uma batalha final.

  • Dreamstones, participe de encontros aleatórios revivendo as memórias de Orin e receba recompensas únicas cada vez que jogar. As maldições aplicadas nos itens recebidos em Lightbringer podem ser purificadas completando os objetivos do item em Dreamstones.

  • Ascended Tower of Trials, teste suas habilidades em uma escalada cada vez mais difícil até o topo da torre, ganhando bênçãos e encarando chefes ferozes pelo caminho, para receber itens incríveis.

Ambientação, enredo, jogabilidade e algo mais

O jogo foi lançado em 12 de Novembro de 2020 para PS5 e PC e em agosto de 2021 foi lançado para PS4, e sua essência foi inspirada em jogos como Dark Souls , Monster Hunter e Destiny 2. Você é Orin, um rei caído e seu irmão Macros está prestes a obter o poder de se tornar um deus e sua função é impedi-lo.


O mundo de Godfall é dividido em quatro reinos elementais de Terra, Água, Ar e Fogo. E no papel de Orin, um Cavaleiro Valorian, você é um guerreiro semelhante a um deus que é capaz de equipar Placas de Valor, que são conjuntos de armadura lendários que transformam o jogador em uma força imparável e um mestre do combate corpo a corpo. Os reinos da Terra e da Água foram mostrados brevemente no teaser trailer, assim como o obelisco que os conecta conhecido como Skybreaker Monolith.

O universo de Aperion é um lugar de conflito cíclico constante. Os reinos se dividiram, fundiram e tornaram a se dividir inúmeras vezes. O jogo começa com a vitória aparente de Macros logo depois de ele ativar o Monólito Skybreaker e (re)começar a separação de Aperion de volta para os quatro reinos. Mas a pergunta é: Seria essa a vitória final ou apenas o início de um próximo ciclo?


Preservação versus Entropia. A civilização Valorian estava centrada na crença na unidade cultural e social. No entanto, ao longo dos anos, uma divisão filosófica se desenvolveu em torno do que a unidade realmente significa para a sociedade. Os preservacionistas acreditam que a sociedade Valorian deve honrar o passado para aprender a sabedoria para o futuro, enquanto os entropistas acreditam que a decadência é inevitável, portanto, a sociedade deve constantemente abandonar partes de si mesma para abrir caminho para o progresso. A luta entre Orin e Macros tem suas raízes nesta divisão filosófica.


Toda a história do jogo pode ser encontrada nas Lorestones presentes nas missões das Dreamstones, caso você - Cavaleiro Valorian, não tenha a versão Deluxe de Godfall.

“Eu fiz isso, eu peguei o Monolith. E ao fazer isso, lutei e matei a melhor pessoa que já conheci. Eu gostaria de poder dizer que éramos iguais e que nosso duelo durou por um ciclo de lua inteira, da nova, à cheia, à nova. É assim nas histórias. Mas foi decidido antes mesmo de cruzarmos as espadas. As forças de Orin foram derrotadas e meu irmão idiota também. Terminei mil anos de guerra quando joguei Orin daquela sacada. Foi uma vitória tão inevitável que quase partiu meu coração.” - Crônicas do Lobo

O combate parece uma versão mais rápida de um jogo souls like, mas ainda assim, menos estratégico e sem nenhuma penalidade real por morrer. O jogador pode variar seus ataques entre ataques leves e pesados, podendo utilizar movimentos de evasão (esquiva) e repelir o ataque do inimigo com escudo, se conseguir defender no momento certo. Também é possível usar o escudo para ataques à distância, mas após o arremesso é necessário esperar a habilidade carregar.


A câmera também tende a focar apenas em Orin (visão em suas costas e as vezes um pouco afastada: terceira pessoa padrão) e em um único inimigo, deixando-o vulnerável a ataques de outros ângulos. E embora o combate de Godfall pareça fluido inicialmente, ele se revela limitado mais tarde no jogo, quando os inimigos podem rapidamente cercar você e reduzir sua saúde, principalmente por ataques vindo pelas costas.


O jogo possui cinco tipos de armas, sendo espada longa, espada grande (espada de duas mãos), lança, martelo de guerra e lâminas duplas (duas espadas curtas) com a variação elemental de fogo, água, ar, terra, física e maldição. O inventário permite equipar a seguinte quantidade de itens: dois anéis, um amuleto, uma bandeira e uma pedra para recuperar vida durante os combates. Vale lembrar que, cada item (assim como as armas) pode ser encantado em até cinco níveis para alcançar o nível lendário.


Existem doze Cavaleiros Valorians, sendo desbloqueado Orin (Silvermane) no começo do jogo e Phoenix após o tutorial, os demais precisam de itens e recursos específicos encontrados durante a Dreamstone para serem desbloqueados. As Valorplates são trajes inspirados nos signos do zodíaco, fortalecendo o personagem do jogador de maneira específica, concedendo vários buffs, forças e habilidades. O jogador pode aumentar as habilidades de cada Cavaleiro investindo pontos na constelação de cada Valorplate, podendo subir ainda mais os níveis de cada melhoria, permitindo que cada jogador tenha um Valorplate único em todo o jogo.

Veredito Fliperama de Verdade

Godfall é uma potência gráfica impressionante com boa jogabilidade para os fãs de um jogo de ação. Caso você seja daqueles jogadores que gostam de buscar itens variados para explorar melhor a construção de seu personagem, com certeza irá passar várias horas explorando os reinos de Aperion.


Existem apenas três reinos distintos com temas elementais, no caso, terra, água e ar (infelizmente o Reino do Fogo é uma DLC), onde as missões ocorrem repetidamente nas mesmas áreas e raramente requerem mais do que cumprir um objetivo básico e seguir para um ponto de passagem a fim de derrotar um inimigo poderoso.


Para os amantes de mais dificuldade, os modos Lightbringer e Ascended Tower of Trials apresentam a boa e velha crescente: Quanto maior o nível, mais difícil é completá-lo. Isso obviamente inclui as lutas contra os chefes, que oferecem mais variedade trazendo picos de dificuldade substanciais em níveis mais altos.


Entre as coisas mais divertidas no jogo estão as missões que podem ser jogadas online com até outras duas pessoas. Claro que recomendamos jogá-las com seus amigos, já que é possível combinar estratégias por meio de comunicação de áudio (sendo necessário o uso de um headset). Para quem nunca teve essa experiência, saiba que esse tipo de proposta já é amplamente explorado pela maioria (senão todos) os MMO RPGS, a fim de que os jogadores saibam a hora certa de executar seus papéis durante as missões e lutas contra os chefes de cada estágio.


Um ponto negativo para a versão do PS4 (rodamos o jogo na versão simples, não na versão PRO) é que durante o acesso ao inventário, o jogo se mostra um peso grande para o console ao acessar e gerenciar os itens, seja para desmontar, gerar recursos, melhorar os outros itens e etc. Outro ponto negativo para o jogo é a impossibilidade de personalizar a árvore de habilidades para cada Valorplate, com isso, se você mudar de Cavaleiro, você tem que fazer ajustes na sua árvore de habilidade, prejudicando a construção do Cavaleiro anterior.


Depois de muito tempo de jogo, acreditamos que, o maior pecado dos desenvolvedores de Godfall: Challenger Edition tenha sido criar um jogo que seja “apenas” um derivado de um título principal. O fato de não ser totalmente independente da campanha principal, visto que, o jogador que tem o jogo completo e a DLC certamente tem uma experiência diferenciada (no mínimo, mais completa).


Agora resta saber se o modo online co-op de Godfall sobrevive sozinho, se irá alavancar as vendas de seu irmão gêmeo completo ou se irá cair no esquecimento após o famoso prazo de vida útil de um jogo single player, que normalmente se resume a algo entre 6 a 8 meses. Vale lembrar que Godfall foi lançado em 12 de novembro de 2020.


Finalizando a análise, julgando toda a diversão e história que o jogo nos traz, a Equipe Fliperama acredita que Godfall...

Curiosidade

Sobre a história que inspirou a criação do jogo Godfall e seu belíssimo mundo de Aperion, a "culpa" é do autor Brandon Sanderson, criador do universo de Cosmere, palco da história de The Stormlight Archive. Uma obra publicada em 3 livros que está a venda apenas em inglês na Amazon (abaixo tem o link de compra, caso alguém tenha interesse).

Gostou dessa matéria e quer mais? Continue acompanhando o Fliperama de Verdade no site e nas nossas redes sociais.


Para os interessados de plantão, no nosso 4º episódio do Insert Coin Cast, falamos sobre a evolução dos jogos de aventura, desde o clássico Atari, até as plataformas atuais. Participação do Kaká do Casal Multiplayer:



37 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo