The Witcher, A Lenda do Lobo

Depois de uma longa espera pela estreia da segunda temporada de The Witcher (estreando em 17 de dezembro de 2021 segundo divulgação durante a Witcher Con em 09/07/2021), a Netflix teve a brilhante ideia de amenizar a ansiedade alheia trazendo um esquenta para a série! Há quem diga que isso só fez aumentar o Hype, mas o fato é a gigante do streaming lançou um spin-off de The Witcher na forma de um longa-metragem animado de 83 minutos para contar uma nova história (com início, meio e fim) daquele universo. Deixamos os detalhes mais técnicos para o final da matéria.


Antes de qualquer pergunta, a equipe Fliperama de Verdade não dará (muitos) spoilers nesse review. Até porque, já que o filme é muito bom, não temos a menor intenção de comprometer a experiência do fã (ou de quem está só curioso mesmo). Mas é claro que algumas vezes é preciso revelar a ponta do iceberg da curiosidade, certo? De qualquer forma, faremos isso apenas com aquilo que for absolutamente relevante para o review.


Aviso dado, chega de enrolação! Pegue seu medalhão e sua espada de prata, verifique suas poções e elixires e vem com a gente pra saber um pouco mais do que você encontra de bom em The Witcher, A Lenda do Lobo.


Trailer:


Contextualizando

Rápido como um giro de espadas ao enfrentar monstros, esse review começa entregando o óbvio! O filme não tem nada a ver com as aventuras “bruxélicas” do Geralt. Mas sim, assumir o papel de “currículo” para um novo personagem no universo audiovisual de The Witcher (apenas séries e filmes). Nesse caso, estamos falando das aventuras de Vesemir, ocorridas muito antes do nascimento de Geralt.


Quem estiver familiarizado com os livros ou jogos sabe quem é o dono desse nome e o que ele significa no cânon de The Witcher. Mas caso você esteja perdido, tenha em mente que Vesemir é bruxo muito importante na história do Geralt, provavelmente sendo a figura mais próxima que o Lobo Branco já teve de um pai, professor, treinador e é claro, grande aliado em muitos momentos de sua carreira (mais uma vez, quem conhece o Vesemir de The Witcher 3 já deve estar roendo as unhas pensando como a Netflix fará algumas coisas).


Dito isso, infelizmente é hora de colocar os dois pés no chão e parar de sonhar alto com o que a série pode trazer (ou não) em relação aos grandes momentos de The Witcher 3. Por que? Simples! Antes da estreia da primeira temporada, a produção e direção da série já haviam deixado claro que a obra audiovisual estaria focada nos eventos dos livros de Andrzej Sapkowski.


Somando esse balde de água fria a todo o conteúdo que a Netflix já mostrou da segunda temporada (imagens e trailer), é possível inferir que Vesemir apareça para desempenhar um papel fundamental nos episódios que usarão a fortaleza de Kaer Morhen como palco. Assim, retornamos ao ponto de suposição em que o longa-metragem animado serve de apresentação ou CV desse novo protagonista. Permitindo que o roteiro da série economize tempo de tela explicando quem ele é, de onde ele veio, o que ele já fez, o que ele pode fazer etc.


Ah, é mesmo! Para quem não sabe, Kaer Morhen é, entre muitas coisas, o grande centro de treinamento dos bruxos; mas não de todos. Tendo em vista que os bruxos se dividem em Escolas, Kaer Morhen é a casa da Escola do Lobo. Quem já está mais familiarizado com as outras mídias, sabe da existência das outras escolas (e até gostaria de ver isso expandido pela Netflix), sendo elas: do gato, do grifo, da quimera, do urso e víbora.


Em se tratando de sua função na série, Kaer Morhen é o destino (final?) de Geralt e da Princesa Cirilla (Ciri) logo após terem se encontrado na floresta (exatamente como foi previsto por Renfri). Além do que, a Netflix já deixou subentendido no último trailer que, a casa da Escola do Lobo, Kaer Morhen, terá muitos holofotes nesta temporada.


Enredo

Deixando um pouco de lado o background e o lore crossmedia de The Witcher, vamos focar no que essa animação entrega ao público. Afinal de contas, acredito que seja por isso que você está aqui, certo?


The Witcher, A Lenda do Lobo (TWLL) inicia apresentando uma trama simples e clássica. Revelando um garoto pobre cujo cotidiano se resume aos distratos por um senhor de terras sem qualquer importância narrativa (talvez de Kaedwen ou próximo de lá); além de mostrar uma relação familiar perturbada, onde a angústia diária do jovem Vesemir é amenizada pelas aventuras de roubar comida no mercado da cidade, frente ao destino quase certo de repetir a vida servil de seu pai...


No entanto, após um encontro peculiar, o menino aventureiro e sonhador testemunha os resultados do trabalho de um bruxo e, motivado por seus ganhos financeiros numa única noite, Vesemir decide enfrentar a crendice popular e o preconceito contra os bruxos. Abandona tudo e todos para ir atrás de um novo e (aparentemente) melhor destino longe daquelas terras.


Chegando em Kaer Morhen, a direção revela boa parte do castelo, apresenta algumas câmaras e os alojamentos dos aprendizes, mostra parte de seu treinamento, dá um gostinho da famosa Provação das Ervas, destaca a manifestação das mutações e, no fim desse mini arco, o público já pode se considerar ciente da relação dos medalhões com cada usuário e o processo de transformação em bruxo (claro que essas coisas não acontecem exatamente nessa mesma ordem).


Já adulto, o roteiro mostra um Vesemir realizando seu sonho de criança, vivendo aventuras memoráveis, matando monstros, contando histórias e pagando por luxos e prazeres com um ouro que jamais teria se ainda fosse aquele garoto serviçal de um lorde qualquer.


Nesse ponto da obra, o roteiro já iniciou as articulações e está movimentando as peças em plena vista. Kaer Morhen e Kaedwen entram numa espiral crescente de conflitos que caminha diretamente para um final apoteótico que explica/responde em parte algumas perguntas dos fãs a respeito do estado da fortaleza de Kaer Morhen durante o jogo The Witcher 3 (sabemos que uma animação possui muitos brilhos, luzes e exageros que fazem Vesemir e os outros bruxos parecerem X-Men mas o fato é que nos valemos da suspensão da descrença para embarcar nessa aventura, certo? Lembrem-se de esquecer The Witcher 3 para assistir TWILL).


Comentamos lá no início que podemos mencionar muita da animação, falar mais do que já falamos começa a entregar elementos importantes para a construção da virada de roteiro e o desfecho da obra. Mas saibam que o filme tem uma linha narrativa muito bem trabalhada, pautada na ação, trazendo piadas na medida certa, uma grande carga de referências e fan service de encher os olhos, buscando elementos dos jogos, outros animes famosos e na própria série live action.


Informação Técnica

Agora vamos para aquele papo por trás das cortinas! Depois de tudo que escrevemos acima, você já sabe (ou presume) que roteiro e direção não perdem tempo nem nos primeiros minutos. Prendem o espectador ao um longa-metragem evitando cortes ou cenas desnecessárias, evita perder tempo demais em situações aleatórias, encaixam com precisão os flashbacks frente às aventuras de Vesemir e entregam um filme divertido e empolgante (ainda mais para quem é fã da obra crossmedia).


Então vamos ao que importa nessa parte, certo? O filme é uma atração original da Netflix, com roteiro de Beau DeMayo adaptando a obra original de Andrzej Sapkowski; dirigido por Han Kwang Il, responsável por obras como Avatar: A Lenda de Aang (2006-2008), Mulher Maravilha (2009), Lanterna Verde: Cavaleiros Esmeralda (2011) e Avatar: A Lenda de Korra (2012-2014) e produzido por uma parceria entre Netflix, Estúdio Mir e Platige Image.


Para quem não sabe, o Estúdio Mir é uma produtora sul coreana que entregou obras seriadas como: The Legend of Korra (2012–2014), Voltron: Legendary Defender (2016–2018) e Dota: Dragon's Blood (2021), além de outros filmes animados como: The Death of Superman (2018) e Mortal Kombat Legends: Scorpion's Revenge (2020).


Já a Platige Image é um estúdio que trabalha com computação gráfica e participou de diversos projetos grandes como filmes e jogos: Wonder Woman (2017), Dishonored: Death of the Outsider (2017), Dying Light 2 (2019), Resident Evil: Village (2020) e Call of Duty: Black Ops Cold War (2020).


Veredito Equipe Fliperama de Verdade

Finalmente e não menos importante, depois de todas as entregas de TWLL, o espectador recebe via streaming uma animação digna do universo de The Witcher. Onde uma história relativamente rasa é dirigida de forma impecável para aproveitar cada chance de transformar o pouco em muito…


O filme é bem balanceado e segue pautado na aventura e ação. Explora quase exageradamente todo recurso gráfico possível, chegando até mesmo a passar a impressão de que os bruxos são super poderosos e os magos, verdadeiras forças da natureza (não que esteja errado, mas podia ser um pouco menos).


No fim, a animação é um ótimo acréscimo à já incrível e enorme base de conhecimento da franquia e certamente vale a pena assistir (ainda mais se você é fã do universo de The Witcher).

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Para os interessados de plantão, aproveitando o tema de fantasia e que gostam de ação e uma boa pancadaria nos games e nas séries, o episódio 12 do nosso Insert Coin Cast coloca a equipe Fliperama de Verdade para discutir sobre qual é o melhor estilo de combate: "Melee" ou "Ranged".


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