As Trilhas Sonoras marcantes no mundo dos Jogos!

Todos sabem que jogos são feitos de uma mistura balanceada de enredo, jogabilidade, mecânica e um “algo mais” que tem a “estranha” característica de marcar grande obras/franquias: o áudio!


Claro que o mesmo também se aplica a Séries e Filmes e seus áudios e trilhas sonoras (Tá duvidando? Então assiste um filme de terror sem som! Certamente você vai tomar menos sustos, já que eles são marcados por áudios específicos num tempo exato)


Sendo assim, como poderíamos dizer qual dessas atrações é a melhor nesse quesito (áudio)? Realmente é uma missão extremamente difícil e é por isso que faremos um especial para mostrar os jogos, filmes e séries que ficaram marcados por sua trilha sonora.


Nesse artigo mostraremos o trabalho que as produtoras de jogos tem para fazer com que bons jogos se transformem em “obras primas” marcadas por sons e músicas à altura de quem assina suas produções, além de mostrar alguns artistas que, com suas habilidades nos fazem ter vontade de jogar ou assistir “tudo de novo”. (Tá! A gente sabe que às vezes a trilha sonora é bem melhor que o jogo, filme ou série produzida. É difícil acontecer, mas se você procurar direitinho, certamente encontrará alguns exemplares desses casos)


Então vamos lá!

As trilhas sonoras vêm ganhando cada vez mais destaques e relevância na produção de Jogos, Séries e Filmes, tanto que temos premiações nessa categoria (Game Awards, premiação para o mundo dos Games, Oscar para representar o Cinema, e o Globo de Ouro para Séries), lembrando que a premiação é focada em cada nicho, fazendo com que as produtoras invistam massivamente na qualidade de seus produtos. (Claro que existe um balanço do que pode ser feito mediante à verba direcionada à produção, mas isso é uma outra conversa para outro momento)


Os compositores têm se dedicado a produzir trilhas sonoras que causam impacto e proporcionam aos jogadores imersões mais profundas nos jogos. Além disso, essas trilhas têm recebido cada vez mais atenção e conquistado espaço próprio, independente dos jogos aos quais pertencem, tornando-se inclusive repertório de shows e concertos de artistas que se dedicam à interpretação dessas obras musicais. (Existem diversos shows e apresentações com setlist composto inteiramente com temas de filmes e videogames)


Após uma grande pesquisa trazemos a vocês três Making Offs de Trilha Sonora de Jogos que tem uma grande representatividade no mercado e opinião pública:

Doom Eternal (multiplataforma), Days Gone (PS4) e Cuphead (XBox One)


DOOM ETERNAL

O Heavy Metal utilizado no jogo é alucinante e tem a missão de aumentar a adrenalina do jogador enquanto ele “senta o dedo” atirando em tudo e todos! Nós do Fliperama de Verdade ficamos bem empolgados pela trilha ao cumprir as missões e dilacerar todos os tipos de demônios que o jogo oferece, experimentando tudo que o game nos apresenta - incluindo momentos nostálgicos. (Heavy metal tem tudo a ver com Doom)


- Making Of da Trilha Sonora do Doom Eternal:


DAYS GONE

Dizem que existe uma música para cada momento da vida, né? Pois bem, acreditamos que o game Days Gone incorporou a ideia e conseguiu executá-la muito bem! Trocando em miúdos, desde os primeiros instantes do jogo, quando o personagem está viajando com sua moto, não são raros os momentos de reflexão/discussão contrapostos ou a situações de foco total na sobrevivência a hordas de Frenéticos…

No fim das contas, Days Gone te leva a uma imersão sonora que aumenta a sua curiosidade e de certa forma até ajuda durante as “viagens”, principalmente quando…


“SPOILER ALERT”


...o jogo te apresenta uma surpresa sonora (muito agradável para nós da Fliperama de Verdade) quando Deacon leva Boozer para tratar de um ferimento e na pausa da conversa entra o vocal da música Soldier’s Eyes de Jack Savoretti (quem assiste ou assistiu à série Sons of Anarchy certamente vai lembrar dessa música) que, diga-se de passagem se encaixa perfeitamente na conversa que eles estavam tendo.


- Making Of da Trilha Sonora de Days Gone:

- Jack Savoretti Soldier's Eyes:


CUPHEAD

Aaaaa Cuphead, se dificuldade tem um nome, pode ter certeza que a primeira escolha será Cuphead (pelo menos entre os gamers mais recentes). Um dos grandes fatores de sucesso de Cuphead é o jazz que toca ao fundo enquanto os jogadores entram em colapso com a dificuldade das fases, composta por Kristofer Maddigan. A curiosidade aqui é que ele contou “só” com uma equipe de 42 músicos para criar a experiência sonora que o game entrega.

Ao todo, Cuphead trás 56 faixas que variam entre o jazz tradicional, swing e ragtime. A trilha sonora é impecável e totalmente inspirada em cartoons dos anos 30. Para quem não conhece e quer conhecer, são desenhos que alguns de nós já assistimos mas… Certamente fariam muitas crianças de hoje terem pesadelos (ou será que não?)! Então sejam, bem vindos ao (estranho) Cuphead...


- Making Of da Trilha Sonora do Cuphead


Agora que falamos um pouco sobre a experiência auditiva de quem joga, é claro que não poderíamos deixar tudo assim, né? Então a galera do Fliperama de Verdade se moveu para descobrir como é essa experiência para quem está “do outro lado”! Não entendeu? É o seguinte, nossa curiosidade nos levou a ir atrás de quem produz esse tipo de conteúdo...


Isso mesmo, fomos procurar pessoas (profissionais e técnicos para nos ajudar a entender melhor toda essa questão do áudio no mercado do entretenimento (Games, Filmes, TV, Séries e etc) e entrevistamos “Meguria” Marcella Dourado (Facebook e Instagram) que é Professora de Canto e Técnica Vocal no Conservatório de Música e Artes de Brasília e Vocalista da Orchestra VGMus (Facebook) e Bruno Lopes (Facebook) e que é cellista na banda Triskelion de música irlandesa e folk (Instagram) e Estudante na Escola de Música de Brasília e adivinhe só… Eles nos presentearam com tudo isso que você vai ler abaixo:


FDV: O que é a música para vocês?

Meguria: Pra mim a música vem como estrutura individual de uma manifestação artística, você consegue compilar uma série de sentimentos com a própria música, diversas sensações e emoções quando você mistura certas dissonâncias e sons mais harmônicos, essas sucessões não só pela questão da melodia e da harmonia, mais pela questão do ritmo onde ela interfere diretamente no seu corpo. O som, a música causa um impacto muito grande, uma ferramenta capaz de influenciar as nossas vidas.

Bruno: Música é algo essencial no mundo, é expressão do subjetivo, é transmissão de pensamento, é a forma de comunicação de sentimentos mais eficaz, só a música é capaz de explicar sentimentos que palavras não conseguem.


FDV: Qual a importância dela em um jogo?

Meguria: Quando você leva isso para um jogo é quase a mesma coisa de um filme, onde um experimento mostrou uma cena de um filme de suspense que a mulher atende um telefone e o sentimento não foi mais do que o visual de uma mulher atendendo o telefone, e com a música fiquei bem mais apreensiva já criando uma expectativa das próximas ações, se perguntando será que vai acontecer algo? E quando você coloca a mesma coisa em um jogo, em que a pessoa está controlando o personagem, a pessoa vai ser bem mais sensibilizada. A trilha sonora te ajuda a ambientalizar naquele cenário, por exemplo em um jogo de terror você tem uma música mais tensa, cheia de texturas que mexem com o seu psicológico naquele local, além da ambientação do jogo. Isso gera um impacto muito grande, independente do gênero do jogo, por exemplo em uma aventura que a música é mais alegre, ou ação que a música é mais agitada. Quem já jogou no silêncio e depois jogou com a música, percebeu nitidamente a diferença que faz. A música no jogo te internaliza a sensação que o jogo quer te passar explorando mais um sentido. Mesmo você já tendo o visual e o cognitivo jogando, a música vai ocupar a sua audição para ampliar a sua imersão no jogo. Uma trilha sonora bem feita vai te trazer muito mais emoções do que o jogo vai te oferecer.

Bruno: Ambientação. Uma escolha de música equivocada pode destruir um cenário que demorou anos e anos para ficar pronto. Hoje em dia o desempenho gráfica vem sendo cada vez mais valorizado, mas a meu ver quanto mais bem construído é um cenário, mais cuidado é preciso com a música porque a música e a parte gráfica são complementares, e os dois precisam andar juntos, e não adianta o jogo ter um gráfico com um jogo de luz e sombra maravilhoso e uma música que não condiz com aquele ambiente, ou com o que o personagem vive naquele momento.


FDV: Qual foi a trilha sonora do jogo mais marcante para vocês?

Meguria: Olha, eu acho que de fato pra mim, sem sombra de dúvida vai ser a série Final Fantasy em especial o Final Fantasy VI (lançado para SNES), onde o momento mais marcante foi quando a personagem tinha que interpretar um personagem da Ópera para poder ganhar um Summon, é muito legal, inclusive meu sonho é fazer essa área ao vivo, e a música é tão bonita, tão profunda, onde ela te faz realmente sentir o que está rolando ali, que é uma guerra e que o mundo está em destruição, além das músicas durante os diálogos, relevando o fato do jogo ser em 2D com os gráficos muito simples da época e a música fez toda a diferença. Joguei outros jogos da franquia, mas o Final Fantasy VI me marcou muito, tanto que joguei ele em um emulador.

Bruno: Muitas, poderia citar aqui Megaman, Chrono Trigger, Bomberman 5, Metal Warriors, Super Metroid, Zelda: BotW...enfim, acho que a que mais marcante pra mim fica entre Chrono Cross e Ragnarok 2: Gate of the World.


FDV: Qual a sua experiência com a música?

Meguria: A minha experiência com a música vem desde a infância, minha mãe já mexia com música e isso me fez conhecer um pouco mais e hoje eu trabalho com isso, então música na minha vida acabou sendo bem mais que uma arte, mais que só um preenchimento de sensações e posso realmente dizer que é o que eu faço. Além de me expressar como garantir o meu sustento. Estudo o Curso Técnico de Canto Erudito, onde tem mais de seis anos só na parte de estudo na área da música, fora o tempo que já toco piano e violão e canto, onde comecei desde os meus dez anos de idade, e hoje eu tenho vinte sete anos, então é um bom pedacinho com a música. Sempre gostei muito de ouvir vários estilos de músicas de vários países. Gosto de compor e ensinar também, onde dou aula. Então a minha relação com a música é bem íntima. Gosto muito de cantar e interpretar enquanto canto, me faz sentir na pele o que aquela música pode me passar. Então minha experiência é bem completa.

Bruno: Eu toco baixo elétrico e violoncelo e atualmente sou estudante de violoncelo. Estudo na Escola de Música de Brasília há 4 anos. Sou cellista na banda Triskelion de música irlandesa, folk e bluegrass, e algumas músicas de videogames escondidas pelo repertório.


Bruno na ponta direita junto com a Banda Triskelion.


Meguria junto com a VGMus se preparando para o Show na Vídeo Game Show. Foto de Saulo


Para fechar essa longa matéria, trazemos indicações de vários artistas que conquistaram o seu espaço no mercado fonográfico fazendo música de qualidade e proporcionando verdadeiros shows e experiências que certamente trarão à tona a lembrança de diversos Jogos, Filmes e Séries (alguns até bem recentes)... Depois de alguma “discussão e votação” para saber quem iria entrar nessa primeira reportagem, nós do Fliperama De Verdade apresentamos “só” esses artistas:


- Alina Gingertail: Tema Plants vs Zombies, Tema Silent Hill 2 e

Tema Mortal Kombat:


- David Garret: Tema Missão Impossível, Tema 007 James Bond e

Tema Piratas do Caribe:


- Lindsey Stirling: Tema de Senhor dos Anéis, Tema do Zelda e

Tema Assassin’s Creed III:


- Taylor Davis: Tema Star Wars, Sadness and Sorrow, do anime Naruto e

Tema The Last Of Us:


- Tina Guo: Tema Skyrim, Tema de Final Fantasy VII e

Tema God Of War (PS4):


- 2Cellos: Tema do Poderoso Chefão, Wicked Game, na série Friends

Tema Guerra dos Tronos:


Então aproveitem as nossas sugestões, conheçam mais sobre esses artistas e aproveitem mais e melhor toda experiência que os Games, Filmes, TV e Séries tentam proporcionar a público!

Ah! E não esqueçam de nos dizer quais músicas marcaram vocês nesse maravilhoso mundo audiovisual!


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