Novidades sobre Diablo IV

O anúncio


Ainda em novembro de 2019 fomos presenteados com o trailer cinematográfico de Diablo IV revelando ao mundo gamer qual será o próximo Grande Mal a dar as caras em Santuário e forçar a mão dos Novos Heróis e seus respectivos jogadores. Agora, a Blizzard comemora seu aniversário de 30 anos com sua primeira BlizzCon Online realizada nos dias 19 e 20 de fevereiro de 2021) revelando sua agenda e aproveita para chegar com o pé na porta e aplacar a sede de novidades da fandom por meio de um canal exclusivo. Afinal de contas, o que não falta na magnífica franquia de Diablo é assunto.


Assista ao trailer cinematográfico de lançamento de Diablo IV:

O Inimigo agora é Outro (será?)


Para quem não tem acompanhado as notícias da Blizzard, não conhece a franquia e a base de conhecimento do Diabloverse ou tem vivido noutro mundo, a equipe do Fliperama de Verdade está aqui pra ajudar com tudo isso e falar um bocado de Diablo IV.


Resumidamente, podemos dizer que o novo game da franquia irá personificar o subtítulo do filme Tropa de Elite 2, já que em Diablo IV, o inimigo agora é outro!


Para quem não entendeu, a bola da vez (em matéria de inimigo) não é Diablo e sua trupe que voltam para ser chutados de volta para o buraco de onde saíram. Dessa vez, outro Poder vem perturbar a paz em Santuário. Pelo que podemos inferir com o vídeo promocional, Lilith foi conjurada/invocada por meio de um ritual macabro e será responsável por trazer uma nova era de escuridão e sofrimento.


Indo um pouco mais a fundo no lore do cenário, precisamos saber um pouco sobre a história de Lilith para tentar entender qual será a trama do jogo. Sendo assim, precisamos voltar às origens da raça dos Nephalem e consequentemente da Humanidade como um todo. Lilith (filha de Mefisto, o Senhor do Ódio) se fez conhecida em Santuário como a Rainha das Succubi e, antes disso foi amante do Arcanjo Inarius (intitulado como O Profeta). Da união deles surgiu a raça dos Nephalem (que até o 3º jogo era a raça à qual pertencia o personagem do jogador e herói do jogo).


Felizmente, tudo que foi divulgado sobre o enredo de Diablo IV (até agora) não revela muito sobre ela, mas acredita-se que o público terá alguma referência à luta de Lilith contra Inaruis durante a tentativa de se apossar da Worldstone e seu poder devastador. Outra incerteza que ainda paira sobre o game é a presença ou participação de qualquer um dos outros superstars como os Males Maiores (Diablo, o Senhor do Terror; Baal, o Senhor da Destruição e Mephisto, o Senhor do Ódio) ou dos Males Inferiores (Azmodan, o Senhor do Pecado; Belial, o Senhor da Mentira; Duriel, o Senhor da Dor e por fim Andariel, a Senhora da Angústia).


Vale lembrar que, por mais óbvio que pareça, o nome do jogo é Diablo IV, não Lilith. Então nós da equipe Fliperama de Verdade apostamos que pelo menos o Senhor do Terror dê as caras em algum momento (podendo ser apenas no final ou quem sabe inovando de alguma forma, similar ao que fizeram com a Leah em Diablo III).

Os Sete Males infernais gerados pelas cabeças do Dragão. Em ordem: Diablo, Baal, Mephisto (Males Superiores) e Azmodan, Belial, Duriel e Andariel (Males Inferiores).


Os heróis


Um título da franquia Diablo não é minimamente aceitável sem uma gama de personagens únicos para assumir o manto do herói e lutar contra as forças das trevas, certo? Sendo assim, os game developers honraram essa tradição escalando (até agora) quatro heróis distintos para essa tarefa:

  • O Bárbaro: “O bárbaro tem força inigualável e emprega habilmente um amplo arsenal, com uma arma para cada ocasião. Ele usa gritos de guerra assustadores e libera uma força que faz o chão tremer e envia longe as hordas que se aproximam.

  • A Maga: “A maga manipula os elementos da forma que for necessária para vencer, seja lançando raios, empalando os inimigos em lascas de gelo afiadas ou trazendo meteoros flamejantes dos céus.

  • O Druida: “O druida é um transmorfo selvagem que assume facilmente a forma de um urso imponente ou de um lobisomem brutal para lutar ao lado das feras. Ele também controla o poder da terra, dos ventos e das tempestades, usando a fúria da natureza com efeitos devastadores.

  • A Renegada: “A renegada é uma guerreira ágil e adaptável, que se especializa no combate de longo ou de curto alcance. Ela é capaz de vencer qualquer inimigo com suas armas imbuídas, atacar com combos poderosos e aprimorar o arsenal com venenos letais e magia das sombras para eliminar demônios livremente.


Interagindo com o Santuário


Calma, pequeno Nephalem, o assunto ainda não acabou! Ainda temos uma ou outra coisa para compartilhar sobre o que rolou durante essa BlizzCon (em matéria de Diablo IV), então pega a pipoca se ajeita confortavelmente na cadeira e continue lendo o que a equipe Fliperama de Verdade tem a dizer sobre a luta contra as forças do mal em Santuário.


Diablo IV nem foi lançado e já está prometendo um ambiente hostil, implacável e sombrio onde os jogadores terão a missão de tentar restaurar a paz após muitos anos dos eventos de Diablo III (tá suave!). Os novos heróis precisarão usar tudo à sua disposição para enfrentar (entre outras coisas) a jornada até a luta final contra o poder sombrio que assola o Santuário. Para isso, a desenvolvedora não perdeu tempo em manter a fanbase atualizada. Sempre divulgando informações importantes sobre a nova obra mantendo a promessa (um tanto vaga) de que Diablo IV será bem diferente dos outros três jogos da franquia.


Entre os fatos divulgados e mostrados pela Blizzard, estão:

  1. Diablo IV tem a premissa de ser um game sandbox que valoriza e depende muito da atividade de exploração de um grande mundo aberto;

  2. O personagem do jogador poderá usar diversas montarias para completar as atividades de exploração e até mesmo realizar algumas manobras ofensivas de alto impacto ao desmontar;

  3. O andamento do jogo demanda a realização de missões de conquista (ou de classes específicas) a fim de desenvolver os acampamentos encontrados. Esses locais funcionarão como pontos seguros para salvar o jogo e realização de viagens rápidas pelo mundo de Santuário;

  4. Os acampamentos conquistados poderão ser transformados em zonas de comércio (compra e venda de itens e talvez montarias) além de mudar o cenário de forma permanente reduzindo o poder das forças das trevas;

  5. A revelação do cenário depende da movimentação em todas as direções, visto que será possível se mover verticalmente in-game (saltos, escadas, escaladas). No caso, o personagem deverá acessar locais em abismos ou no topo de montanhas para encontrar os segredos perdidos em Santuário;

  6. Haverá locais ou salas específicas para aquela disputa saudável de jogador contra jogador (PVP) que, aliada à promessa de que o game inteiro traz uma experiência de combates ainda mais frenética em relação aos outros três títulos da franquia, elevam o hype de quem gosta dessa parte do game;

  7. Graças ao avanço tecnológico das plataformas, a desenvolvedora implementou um sistema de personalização completa de personagem, permitindo que os jogadores criem uma relação de apego aos personagens criados e consequentemente ao jogo;

  8. Trouxeram de volta o sistema de árvore de habilidades (literalmente sendo representado por uma árvore) dando acesso a poderes e talentos únicos;

  9. Mantiveram a aplicação de pedras e runas aos itens utilizados, dando novos poderes aos personagens ou simplesmente ampliando os poderes conquistados; e

  10. Garantiram que os jogadores ainda contarão com a boa e velha mecânica de caçada a itens lendários que fazem tanto sucesso em Diablo III.


Plataformas


Ao contrário do que vimos ocorrer com o jogo anterior, Diablo IV já chega com a promessa de ser um game multiplataforma, sendo lançado simultaneamente para PC, Playstation 4 e Playstation 5, XBox One e Series X|S além do Nintendo Switch. Não tem nada informando se o game poderá ser jogado via multiplayer de forma cross-play, mas tudo indica que sim.


Detalhes, minúcias e outras coisinhas


A desenvolvedora trouxe um feature chamado Fields of Hatred, que serão locais próprios para disputas PVP e ganhar uma coisa chamada Shards of Hatred, que funcionará como um tipo de moeda in game. Esses Shards (estilhaços) também poderão ser obtidos (talvez em menor quantidade) ao derrotar algumas criaturas específicas (chefes ou não) e completar eventos durante o jogo.


Outra mecânica que ronda os tais estilhaços, é que não basta apenas acumular e gastar como é possível fazer em Diablo III, ao que parece, o jogador precisará “purificar” seus estilhaços durante alguns eventos para finalmente poder utilizá-los com vendedores específicos que poderão ser encontrados em alguns acampamentos (que por sua vez, deverão ser conquistados em missões do jogo).


No modo online, qualquer jogador dentro de um Field of Hatred pode decidir hostilizar outro (rápido, fácil e grátis). Quem morrer terá as suas moedas deixadas para trás (os tais Shards of Hatred). Mas nem tudo é “lindo” assim, o jogador hostil (vitorioso) ficará marcado no mapa para outros jogadores o caçarem estendendo a marca do ódio in game. Desta forma, o personagem que for vencendo os combates vai acumulando boas quantidades de Shards como recompensa.


Agora vem o detalhe perverso: Para aqueles jogadores destemidos e desapegados que se aventuram no clássico modo Hardcore, é bom saber que, se o personagem morrer no PvP, ele morrerá definitivamente! Uma notícia desafiadora para alguns e desesperadora para a maioria (que não joga no modo Hardcore).


Pensando no fato de que nem todos os jogadores gostam de PVP, a desenvolvedora deixou claro que o modo PVP não é obrigatório ou impositivo, o jogador será avisado ao entrar nessas áreas específicas (Fields of Hatred) e poderá escolher se manter ou não lá dentro, continuando sua aventura exploratória, mas justamente por se tratar de uma zona de PVP, não haverá progressão de poder lá dentro (talvez alguma progressão na história ou alguma missão específica).

O modo multiplayer será um misto entre o utilizado em Diablo III e o sistema de grupos como nos MMORPGs. Essa notícia não agradou muitos os fãs da franquia, que acreditam que a mecânica promoverá algumas alterações de longo tempo no gameplay, mudando muito a experiência de horror proposta pela desenvolvedora - o que é bem diferente do que ocorre quando jogado com poucos amigos durante a campanha.


Rebatendo as acusações, a desenvolvedora afirma que esses momentos nos moldes de MMORPG serão encontros rápidos e os jogadores poderão continuar a campanha sozinhos após terminarem a missão em grupo. Entre as afirmativas da Blizzard a respeito do Multiplayer é que não haverão eventos ou missões que exigem uma quantidade mínima de personagens ou um grupo específico para serem completados. Por último e não menos importante, está confirmado que os jogadores poderão criar clãs e/ou guildas. Mas essa feature do jogo ainda precisa ser amplamente discutida nos próximos meses.


Experiência de Jogo


Se tratando de um jogo de exploração de mundo aberto, a Blizzard está prometendo uma jogabilidade contínua sem qualquer tela de loading. Segundo a propria desenvolvedora, o objetivo fazer o jogo rodar de tal forma que o jogador possa pegar sua montaria e partir em viagem desde o topo das florestas de Scosglen em direção às montanhas congeladas e, de lá para os desertos de Kehijistão sem sofrer qualquer tipo de entrave ou interrupção da experiência de jogo para carregamento do cenário.


Outro carinho mais do que especial que a desenvolvedora está tendo com os detalhes da experiência de jogo de Diablo IV diz respeito aos itens encontrados durante o jogo. Os designers trabalham personalizando os itens de acordo com cada região do mapa de Santuário. Sendo assim, os conjuntos de itens serão tematizados com seu ambiente de origem (de acordo com o Lore do jogo). Vale lembrar que esse mesmo cuidado também está presente nos sons e trilha sonora, mudando de forma dinâmica se adaptando ao momento do jogo e principalmente da região que o personagem está.


Heróis Únicos


Uma grande parte da experiência de Diablo IV está vinculada à configuração da Árvore de Habilidades. Uma característica de desenvolvimento que está sendo pensada para garantir que o nível de poder dos personagens não seja definido apenas pelo tier de seus equipamentos. Assim, dependendo da build escolhida, o personagem pode (além de se virar sozinho contra as forças das trevas) trilhar outros caminhos mais versáteis que não eram possíveis nos outros jogos da franquia - em Diablo IV não é apenas evoluir o atributo primário do personagem. Todos os atributos e características farão diferença no balanceamento e na evolução de cada nível.

Então, para aqueles que não puderam ver a apresentação, segue o vídeo abaixo, onde ficamos satisfeitos com o material entregue até o momento.


BlizzCon - Diablo IV


Retorno ao passado!


Depois de tudo que foi apresentado sobre o quarto jogo da franquia, a Blizzard ainda disponibilizou algumas informações sobre o jogo Diablo II: Resurrected (com lançamento previsto para 2021 no PlayStation 4 e 5, Família XBOX, Nintendo Switch e PC) e o jogo Diablo Imortal (para iPhone, iPad e Android).

Diablo II: Resurrected foi pensado primeiramente como uma remasterização básica do clássico jogo dos anos 2000 (o jogo base e sua expansão, Lord of Destruction). O objetivo acabou sendo atualizado e melhorado tanto quanto o som e imagem de alta definição usados no projeto. A desenvolvedora garante que pretende manter toda a estrutura base do jogo original da forma mais fiel possível.


A Vicarious Visions (parceira da Blizzard nessa empreitada) ajudou a moldar e melhorar a experiência de jogo na remasterização otimizando algumas mecânicas, mas esse nível de detalhe vai ficar para uma outra matéria do Fliperama de Verdade. Ainda não existe uma data de lançamento do jogo, mas a Blizzard anunciou o projeto para 2021 nas plataformas PlayStation 4 e 5, Família XBOX, Nintendo Switch e PC.


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