Review Fallout – 2ª Temporada (Com poucos Spoilers)
- Fliperama de Verdade
- 24 de fev.
- 9 min de leitura
Fallout retorna com sua 2ª Temporada e traz pra equipe sentimentos mistos!

A segunda temporada de Fallout no Prime Video não perde tempo e retoma a jornada exatamente do ponto onde fomos deixados. O grupo improvável de aventureiros — composto pelo carismático e implacável Ghoul, a persistente habitante do refúgio, Lucy, e o fiel Dogmeat — continua sua caçada por Hank McClean. Mas, como as Terras Arrasadas não perdoam ninguém, o rastro de Hank os obriga a encarar o que há de pior no mundo (após a guerra).
Guia de Missões: A Jornada da Temporada
A temporada foi composta por 8 episódios que mantiveram os fãs ligados no Prime Vídeo antes durante e depois da virada do ano, culminando no desfecho "recente" com seu 8º e eletrizante episódio (season finale) - entregando (quase) tudo que os fãs da série e da franquia de jogos queria ver numa série:
T2.E1 ∙ The Innovator (16/12/2025)
T2.E2 ∙ The Golden Rule (24/12/2025)
T2.E3 ∙ The Profligate (31/12/2025)
T2.E4 ∙ The Demon in the Snow (07/01/2026)
T2.E5 ∙ The Wrangler (14/01/2026)
T2.E6 ∙ The Other Player (21/01/2026)
T2.E7 ∙ The Handoff (28/01/2026)
T2.E8 ∙ The Strip (03/02/2026)
No Rotten Tomatoes, a recepção dos fãs continuou extremamente positiva, mantendo o selo de "Fresh". O destaque absoluto da crítica e do público foi para o episódio final, "The Strip", que atingiu o maior índice de aprovação da temporada ao entregar (quase todas) as respostas que o espectadores esperavam sobre o destino da "cidade" de New Vegas.
A Ordem e o Dogma: A Irmandade do Aço
Entre tudo o que a série poderia entregar, o roteiro decidiu se aprofundar numa das facções mais icônicas da franquia: A Irmandade do Aço.
Em se tratando do lore de Fallout, a escolha de mergulhar fundo nas complexidades da Irmandade, que surge como um tipo de ordem tecno-religiosa austera que, busca a apropriação da tecnologia antiga a fim de evitar que a humanidade se destrua novamente, temos a rara oportunidade de ser apresentados a um lado diferente disso. A Irmandade que vemos na série traz um perfil diferente daquele que conhecemos nos games (mais atrapalhado, desunido, mas igualmente mortal e perigoso). A produção da série detalha com precisão a estrutura de castas e patentes, deixando claro o lado militar da Irmandade, transparecendo a tensão entre Escribas, Paladinos e Iniciados - dando visibilidade à necessidade de ascensão assim como à fragilidade daquele que está no poder, visto que, no fim, são todos humanos e sujeitos às falhas de caráter quando expostos ao poder militar.
Ainda sobre a Irmandade, em particular seu foco (na série), o espectador ainda tem a chance de saber um pouco mais sobre "A Lei" da irmandade, o Codex, que assim como na vida real, é um texto que, dependendo da índole de quem o interpreta, pode "validar" toda uma sequência de decisões de quem está no poder. Praticamente obrigando seus correligionários/seguidores a executarem ações que variam diametralmente de apenas um encontro amigável a uma luta sagrada pelo poder de destruir o mundo (novamente).
Essa dinâmica interna é muto bem explorada na série quando o roteiro entrega ao espectador mais informações sobre a "Corrente que Une", deixando bem claro que, a sobrevivência cria "heróis" que viram lendas e lendas que podem transformar o mundo (no fim desse arco da Irmandade, o espectador é apresentado a uma blueprint muito específica que, apenas os jogadores de Fallout3 e Fallout4 saberiam o que significa. Estamos falando do Liberty Prime).
Curiosidade: O que é o Codex? O Codex é a lei máxima da Irmandade do Aço. Fundamentado nos axiomas de Roger Maxson, ele define a hierarquia, táticas e a missão sagrada de preservar tecnologias antigas. Além de regras rígidas, ele contém os Pergaminhos, que registram as vidas e batalhas de cada membro. Através do Juramento de Fraternidade, os legionários prometem obediência total a essa doutrina, embora cada Capítulo nos Ermos possa interpretá-la com diferentes níveis de rigor
Curiosidade: O que é o Liberty Prime? Liberty Prime é um mecha gigante de combate e propaganda do universo dos jogos de Fallout. Sua criação data de antes da Grande Guerra, quando o Governo dos EUA, por meio de uma parceria com as empresas RobCo e General Atomics, precisou desenvovler uma arma poderosa o suficiente para repelir forças chinesas do Alasca. Esse Mecha, uma monstruosidade mecânica com cerca de 12 metros de altura, blindagem pesada e arsenal nuclear, foi ativado pela Irmandade do Aço em Fallout 3 e Fallout 4 para combater tanto o Enclave quanto o Instituto.

Gerenciamento e Crise nos Refúgios
Dentro dos Refúgios, a série entrega exatamente aquilo que nós, jogadores, aprendemos a amar nesse universo destruído. Vemos os "problemas clássicos" de infraestrutura como, portas emperradas, falta de comida, falta de energia, falta d’água, Vaults sendo invadidas, Vaults identificadas como experimentos sociais, experimentos biológicos, acervos de DNA e uma série de outras situações que, são velhos conhecidos dos jogadores, principalmente para quem já conhece o jogo Fallout Shelter. Nesse ponto, a sensação de déjà vu para com os jogos é totalmente real, principalmente ao ver "a luta" do Overseer para fazer uma melhor gestão da felicidade dos habitantes em relação ao trabalho (ocupação) de cada habitante - podemos ver isso quando é fundado o "Clube da Consanguinidade".
New Vegas e a Fragilidade da Legião
O ponto alto da série para os veteranos do universo de Fallout surge com a canonização/validação de Fallout: New Vegas (jogo criado pela Obsidian, tido por muitos fãs como o melhor Fallout já feito, mas como não pertencia à franquia, atualmente PI da Bethesda, não tinha seus eventos reconhecidos - até agora), trazendo o infindável conflito entre a NCR e a Legião de Caesar. Uma delas, um exército libertário e decadente, vendido na série como quase extinto, prega os preceitos democráticos como conhecemos (mesmo que um pouco distorcidos e ainda mais falhos). Outra, uma facção militarista, violenta e escravocrata, que se baseia num entendimento completamente distorcido do que era a Roma Antiga.
A primeira impressão na série é de que as duas facções estão fadadas ao fim, independente do que aconteça, mas que isso pode ou não, ser acelerado por meio da decisão/manipulação eficiente de um dos protagonistas - mas o ponto interessante aqui é: O roteiro, por meio de uma virada interessante, mostra que, naquele mundo, o conhecimento é incerto. As notícias viajam de boca em boca e isso acaba gerando inverdades (nós gostamos do que vimos, mas pode ser que algumas pessoas não tenham visto a coisa pelo mesmo ângulo).

Perigos do Ermo: Criaturas e Tecnologia
Finalmente, nós espectadores, fomos apresentados ao perigo real dos Ermos de Fallout - pelo menos, no que diz respeito à série.
Nessa temporada, vemos as Baratas Radioativas, Os Radscorpions (escorpiões gigantes e consideravelmente inteligentes), os Deathclaws (Destroçadores), andando em bando e dominando toda uma região (inclusive, na série, fica meio esquisito como que esses monstros são frágeis ao ponto de serem derrubados com armas de fogo simples. Levantando o questionamento básico: Porque as pessoas não eliminaram eles antes?).
Além, disso, ainda vemos outros Ghouls (Necróticos), vemos a aparição de um Super Mutante (que além de inteligente, ainda era sociável à sua própria maneira - lembrando inclusive personagens clássicos dos jogos, como Marcus e Fawkes).
Por fim, fica o destaque às Power Armors (Armaduras de Batalha), que podem ser vistas com mais frequência, detalhes e é claro, variações e upgrades. Mostrando que, seu poder monstruoso de ataque e defesa vem a um preço muito alto, como seu superaquecimento e alto consumo de energia, esgotando a célula de força com pouco tempo uso (assim como nos jogos).

A Grande Curiosidade retornando das sombras
Para os fãs do universo de Fallout, havia uma facção que, parecia estar esquecida pelos roteiristas da série. Mas que, no caso da série ser uma aventura canônica no universo de Fallout, seria impossível ficar de fora, tendo em vista a imensa participação em tudo o que diz respeito ao começo de toda essa era de caos pós-apocalíptico. Estamos falando do Enclave.
Apesar de ser um SPOILER do episódio final, as próximas linhas desse parágrafo visam enaltecer, a decisão acertada do roteiro. Que traz de forma fluída (em relação ao andamento da história) a aparição e revelação monumental do que pode ser (de muito longe), a maior e mais bem estruturada organização do universo de Fallout. Estamos bem diferente dos "remanescentes" escondidos no jogo Fallout: New Vegas. Já que essa facção surge no fim do oitavo episódio como uma renovação da ameaça aos protagonistas, sendo muito mais perigosa do que qualquer vilão anterior (incluindo Hank McClean e os Destroçadores).
Aqui, a galera do Fliperama de Verdade reconhece que esse "fan service" tem exatamente o peso que precisava para redefinir as expectativas para o futuro da série, a partir da terceira temporada, inclusive aumentando a possibilidade do roteiro trazer (numa quarta ou quinta temporada) o "problema" de paranoia e histeria coletiva vivido pela Comunidade em Fallout 4, onde as pessoas estão assustadas quanto à presença do Instituto, que está substituindo as pessoas por Sinths (humanos sintéticos), visando dominar o que restou da humanidade.
Sonorização e Imersão
A trilha sonora e os efeitos sonoros, assim como na primeira temporada, continuam impecáveis. Um detalhe charmoso ao longo de todos os episódios da série está ligado justamente à logo, onde o espectador pode ver que, o nome Fallout, na abertura, se altera a cada episódio, apresentando uma variação visual única, de acordo com aquilo que será exposto no episódio. Voltando às músicas, abaixo, deixamos a lista das canções mais populares dessa temporada:
I've Got You Under My Skin – Frank Sinatra
Big Iron – Marty Robbins
Let's Twist Again – Chubby Checker
Chain Gang – Sam Cooke
Luck Be a Lady – Robert Alda

Ficha Técnica e Bastidores
Se você é do tipo que gosta de analisar cada detalhe da produção, conferir o elenco completo ou saber quem foram os diretores por trás de cada episódio épico, não deixe de conferir a página oficial da série no IMDB. Lá você encontra todos os créditos técnicos e curiosidades sobre os bastidores.
Conclusão e Veredito
Pelas referências ao lore e easter eggs feitos para nós, gamers, é inegável que a série continua em boas mãos. Caminhando a passos largos para ser aclamada como a melhor série de TV de adaptação de videogames já feita - e olha que não é sóa gente que está falando isso não.
Não é exagero afirmar que, Fallout é o tipo de obra audiovisual que, funciona tanto para quem não conhece os jogos, quanto (principalmente) para quem conhece o lore dos jogos.
Certamente, você vai querer maratonar assim que terminar o primeiro episódio e, não se surpreenda se, de repente, te der vontade de explorar pessoalmente os Ermos (jogando qualquer um dos jogos da franquia).
Se isso lhe ocorrer, recomendamos fortemente que, se aventure por Fallout 3, Fallout 4 e/ou Fallout: New Vegas. Assim, poderá se sentir no controle de sua Power Armor enquanto suas decisões direcionam a vida de todos os sobreviventes da Guerra Nuclear (que, felizmente ou infelizmente, cruzam seu caminho enquanto protagonista do jogo).
No entanto, fazendo uma análise fria da série enquanto atração de TV, acreditamos que, acredite se quiser, a temporada 2 não performou as mesmas 5 fichas da primeira temporada (talvez pelo impacto de ser uma novidade). Mas o fato é, a guerra nunca muda e a receita de uma série de sucesso também não! Fallout respeita o lore do jogo, é uma obra canônica na franquia e está contando os acontecimentos desse universo de uma forma ímpar e consistente.
Então, por tudo isso, acreditamos que a segunda temporada da série Fallout...

Recados Importantes...
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