Review: Rainbow Six Extraction

Rainbow Six Extraction é o mais recente jogo dessa franquia de jogos FPS da Ubisoft, seu lançamento foi em 20 de janeiro de 2022 e, infelizmente o game não veio com o tradicional PVP do Siege, mas sim um modo PVE no qual o jogador precisa combater forças alienígenas, seja sozinho ou em equipes de até três jogadores onde cada um desempenha uma função específica objetivando recolher informações, destruir alvos ou até mesmo resgatar outros operadores que estão perdidos. Para realizar essas missões com êxito, é necessário variar entre estilos de jogo: modo furtivo (stealth) ou agressivo (assault), dependendo da situação, do ambiente, dos inimigos e é claro, dos operadores.


Trailer do jogo:


Um R6 diferente

Rainbow Six Extraction tem uma proposta diferente do Siege, que é o jogo mais popular da franquia atualmente. Ao invés de colocar partidas PVP com equipes de 5 pessoas, o atual game junta três operadores em várias missões que envolve objetivos a serem alcançado dentro do mapa, estimulando a exploração e a variação de táticas de combate.


A história do jogo retrata um mundo (planeta Terra alternativo, talvez?) que está sendo atacado por extraterrestres que aparecem de formas misteriosas em alguns locais nos Estados Unidos, mais precisamente, nas cidades de New York, San Francisco, Eurydice Valley (em algum lugar do Alasca), e outras localidades americanas.


Além dos Archaeus, (como são chamados os alienígenas), há diversos outros fatores relacionados a estas invasões, como as colmeias e uma espécie de gosma chamada Lastro, que atrasa o deslocamento dos operadores quando caminham sobre ela, sendo um erro fatal durante o combate.


O objetivo principal in game é combater esses alienígenas enquanto faz uma pesquisa de campo relacionada a essas invasões. Conforme o operador coleta informações a respeito dos eventos, vai cumprindo as missões da equipe de pesquisa e avançando na história. O que obviamente desbloqueia novas regiões e explica mais detalhes sobre o enredo.



Entendendo o jogo e suas mecânicas

Em Rainbow Six Extraction, o jogador controla operadores táticos da REACT, uma divisão criada para combate aos Archaeus. Além de serem deslocados para uma região específica para combater esses inimigos, as missões ainda possuem objetivos secundários como a eliminação de alvos específicos, a destruição estruturas como árvores e colmeias e, por fim, capturar espécimes vivos para ajudar na pesquisa sobre os alienígenas. Vez por outra é necessário extrair pessoas ou operadores com status de desaparecidos no cenário, incapacitados ou impossibilitados de se deslocar até a zona de extração a tempo.


O operador e sua equipe desembarcam na área de extração da primeira parte do mapa e precisam cumprir uma série de objetivos a fim de avançar à próxima parte do mapa. Para isso, é importante fazer uso de diversos tipos de dispositivos de reconhecimento, como: Drones, sensores de batimentos cardíacos e outros equipamentos.


Conforme menção anterior, o operador também pode avançar com cuidado, optando por um estilo de jogo stealth fazendo uso de alguns armamentos que possuem dispositivos luminosos que permitem enxergar através de algumas paredes, mas isso demanda certa proximidade dos inimigos.


As estruturas também são bastante importantes para montar sua tática de jogo a fim de realizar as missões, de modo que o operador pode tanto destruir as paredes visando atingir alvos do outro lado ou simplesmente cortar caminho (economizando tempo) quanto montar barreiras e/ou barricadas para reforçar sua defesa ou retardar o avanço dos inimigos. Vale ressaltar que o jogo traz uma variedade de inimigos que também possuem algumas habilidades. Isso inclui passar por paredes, barreiras e/ou barricadas.



Os mapas geralmente são divididos em três fases, todas com diferentes níveis de presença alienígena. Conforme você avança, mais perigosos são os inimigos e obstáculos encontrados. Os objetivos são sempre variados e após cumpri-los, o operador e sua equipe precisam decidir se avançam à próxima fase ou solicitam a extração para voltar à base, garantindo a pontuação referente ao que já foi feito e o retorno dos operadores. Portanto, o jogador precisa pensar bem, as vezes pode não valer a pena arriscar um próximo objetivo se há algum operador na equipe ferido e com pouca vida, por exemplo. De qualquer forma, uma dica é (re)explorar a região onde o objetivo já foi cumprido antes de avançar para o próximo, já que é possível encontrar caixas de munição, HP e outros itens.


O jogador também pode escolher o nível de dificuldade de cada mapa. Quanto mais difícil for a missão, mais pontos a equipe ganha, mas também ao mesmo tempo, maior o risco de perder seu operador em combate. O que não é muito interessante quando se tem um operador preferido ou bem qualificado. Já no caso de ter algum que esteja em situação de DEA (Desaparecidos Em Ação), não há muitas opções a não ser resgatá-lo para que ele volte a ficar disponível para próximas missões.


A proposta de R6 Extraction é diferente de outros jogos FPS, prometendo uma gameplay divertida, mas também ao mesmo tempo, tensa e às vezes, até assustadora. Uma boa sugestão é jogar com fone ou headset, que certamente irá facilitar a percepção de inimigos próximos pelos ruídos e até diferenciar áreas com muita gosma ou colmeias presentes. O stealth também é necessário em alguns momentos, mas nem sempre funciona da melhor forma. Em vários momentos é necessário apelar para a correria (tomando com cuidado com o Lastro). Uma dica importante é: Em Rainbow Six Extraction não há espaço para poupar munição: equipe um silenciador e dispare livremente para abrir caminho e derrotar inimigos e obstáculos.



Os operadores (Agentes) e os Alienígenas (Archaeus)

Assim como no Siege, o novo jogo da franquia Rainbow Six traz diversos operadores, que variam em estilo de jogo, armas, velocidade, defesa entre outras características. Alguns operadores já conhecidos de R6 aparecem no game para combater os alienígenas, como o Doc, Lion, Ela, Sledge e até mesmo o brasileiro Capitão, que precisa ser desbloqueado enquanto o jogador avança no jogo.


Da mesma forma que em Siege, o jogador pode escolher um operador preferido, seja pela jogabilidade ou pelos equipamentos disponíveis que aquele operador específico possui. A diferença em Extraction é a possibilidade de perdê-lo por um tempo, como na situação já citada de DEA (Desaparecido Em Ação).


O operador incapacitado ou deixado para trás no fim da missão fica envolto por uma camada protetora que o mantém vivo e, ao mesmo tempo, protegido dos alienígenas. Dessa forma, é possível retornar em uma nova missão para resgatá-lo e recolocá-lo no time.


O resgate tem uma mecânica única, em que o agente fica preso em uma estrutura "Archaeana" que tenta recuperar a posse do corpo a todo custo puxando o operador de volta para o seu interior. Missões solo podem dificultar bastante o trabalho, mas é uma alternativa mais rápida de recuperar o operador perdido.



Durante a missão, você encontra vários tipos de Archaeus. Há tipos, por exemplo, Batedores e Tóxicos, que são inimigos que explodem próximo dos operadores causando dano e até envenenando quem estiver por perto. Outro alienígena complicado e às vezes irritante de enfrentar é o Espinhoso. Que ao atirar contra os agentes (quando acerta) acaba drenando muita vida. Claro que também existem espécies mais evoluídas, possuidoras de blindagem ou resistência contra tiros.


Outra coisa que também precisa ser levada em consideração pelo jogador são as colmeias. Que se trata de pontos de spawn de novos alienígenas e mina de Lastro, que se espalha pelas paredes, objetos e chão. Claro que a destruição desses locais é de suma importância, visto que podem dificultar muito deslocamento do operador.


Garantir um caminho limpo é extremamente importante na hora de avançar ao próximo objetivo ou até a área de extração. Portanto é importante sempre atirar no chão para destruir o Lastro e abrir caminho para a passagem dos outros operadores. Uma dica é usar a segunda arma para isso, de preferência com um silenciador para não chamar atenção dos inimigos.


Jogar Solo ou em CO-OP?

O sistema de formação de equipes online é bem interessante no Extraction. Com uma boa base de jogadores online até o momento desde seu lançamento, o game permite jogar várias missões seguidas sem precisar esperar muito entre as partidas. O modo cooperativo do jogo também merece um destaque, já que pode ser bastante divertido na hora de montar estratégias e avançar pelo mapa.


A comunicação é essencial neste jogo, principalmente na hora de tomar decisões como avançar ou voltar à base, assim como em combates mais intensos. Há outras opções de comunicação predefinidas por comandos que indicam um objetivo, agradecem alguma gentileza do outro jogador, entre outros exemplos. Mas para essa finalidade de comunicação, nada é melhor que usar a voz, conversar com seus parceiros e obter bons resultados nas missões.


Claro que o jogo também foi pensado para as pessoas que não gostam tanto assim de multiplayer, sendo possível jogar missões solo. O jogador pode ajustar o nível de dificuldade para algo mais fácil e partir para o resgate dos operadores DEA, por exemplo, agilizando bastante seu trabalho em missões futuras. Também é uma boa opção para cumprir os objetivos de pesquisa, que envolvem abater um número específico de inimigos, reconhecimento de casulos pelo mapa, entre outros. Valei lembrar que, jogar solo dificulta consideravelmente as gameplays focadas em pontuação, mas é claro que isso fica a critério do jogador.



Disponibilidade para jogar

O jogo está disponível para XBox Game Pass, XBox Series X|S, XBox One, Playstation 5, Playstation 4, Google Stadia, Ubisoft Connect, Epic Games e Amazon Luna.


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Agora, vamos para o finalzinho do nosso review.


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Veredito Fliperama de Verdade

Rainbow Six Extraction é um jogo que assume uma proposta diferente e consegue manter o padrão recente da franquia, pautada num sistema CO-OP cuja premissa básica é o trabalho em equipe.

Quando a jogatina é online online, o sistema de matchmaking (Busca de Partidas Online) entra em ação, se revelando muito mais rápido do que estávamos esperando, mesmo com a função Cross-Play.

Sobre o andamento do jogo, saiba que ele força (de um jeito convincente não muito engessado) o jogador a tomar parte na exploração do ambiente, coleta de dados e é claro, no extermínio dos invasores Archaeanos. Outro ponto válido é sua competência em criar uma atmosfera de jogo interessante, não cansativa e plenamente capaz de instigar o jogador de FPS a avançar cada vez mais no enredo.


Para finalizar...



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